28 setembro, 2016

Lisboa Velha XIII - Seguindo Roque Gameiro



O largo da Achada é um lugar fantástico para esquissar e este recanto com este edifício centenário é especial. A minha perspectiva não ficou exactamente igual à do RG porque um carro estava estacionado precisamente no sítio onde devíamos desenhar... 


Largo da Achada, in Lisbon is a fantastic place to Sketch and this narrow alley with a centuries old house is special. May perspective doesn't match perfectly with the original as I wanted to because there was a parked car in the perfect spot... 

Lisboa Velha XII - Seguindo Roque Gameiro



A repetição tão esperada (por mim) de um desenho deste desafio. O primeiro que fiz (aqui) deixou-me francamente insatisfeito porque não consegui captar a paisagem com a mesma força que o RG fez (e sei que será quase impossível faze-lo), portanto lancei o desafio a mim mesmo de voltar a tentar e agora já fiquei um pouco mais feliz. Já consegui aqueles contrastes dramáticos que esta paisagem oferece. Dificilmente vou conseguir um dia de sol tão bom como este antes do final do desafio mas vou tentar mais uma vez... 



Lisboa Velha XI - Seguindo Roque Gameiro


Novamente o tema do momento, a perseguição ao Roque Gameiro. Desta vez, o trio do costume, foi até à Rua do Benformoso. Entre Paquistanês, Inglês, Francês lá se sentou um grupo de "tugas" com aquele tipico sotaque bairrista que eu tanto gosto e que nos acompanhou durante a execução do desenho. Um sitio a voltar para desenhar a vista do lado contrário que é bem pitoresca.



This time, the persuit for Roque Gameiro took us deep into Intendente neighborhood, to Rua do Benformoso. After hearing lot's of folks speaning in Pakistani, English, French, soon a group of Purtuguese sat down, speaking with that typical Lisbon accent that I love so much.   

Lisboa Velha X - Seguindo Roque Gameiro






Finalmente, o meu 10º post relativo ao tema do momento que marca também o fim das zonas para esquissar na Baixa de Lisboa. A partir de agora, tenho de me "mandar" para a Mouraria e Alfama, o que é um desafio mais complicado dado o curto espaço temporal que tenho para almoçar... Aqui, o trio "Roqueiro" do costume foi para o Largo do Convento da Encarnação e eu optei por "matar dois coelhos" de uma vez só, uma vez que o Roque Gameiro fez duas ilustrações separadas da entrada e do largo em si. Mais uma vez, usei a Poska para realçar brilhos quase antevendo uma mudança para papel Craft que isto de pintar brilho é divertido ;)

Finally, my 10th post related to the subject of the moment, which is also the end of areas nearby Lisbon's Downtown. From now on I'll have to cover a larger distance into Mouraria or Alfama, wich is more complicated since I've only 1 h to lunch. Here we drew Encarnação Convet and I chose to do a 2 in 1 since Roque Gameiro did two sketches from this place. Once again I  used my white Poska for the highlights. 

Lisboa Velha IX - Seguindo Roque Gameiro






O trio (o mesmo de sempre PTP) desta vez foi ao Campo das Cebolas para desenhar a Casa dos Bicos, que na altura que o Roque Gameiro a desenhou, tinha apenas dois pisos e como tal era quase impossível fazer a mesma aproximação. Como o meu desenho em quase nada se pode comparar ao original, optei por colorir sem grandes preocupações... Os bicos da dita casa, sofreram bastante com a minha falta de paciência para pormenores e ficaram uma malga esquisita de manchas com poska branca...

The usual suspects gathered once again for a sketch, and this time we went to Casa dos Bicos at Campo das Cebolas. When Roque Gameiro sketch it 100 years ago, it was only 2 floors tall instead  of  4 so it was impossible to draw it like he did, so I did mine without many concerns of sticking to the original. This house facade is composed of tiny pyramids next to each other (hence it's name "bicos" or spikes) and succumbed to my lack of patience for detail. The end result is more like a weird white jelly...  

Lisboa Velha VIII - Seguindo Roque Gameiro





Novamente, o trio do costume (Eu, Pedro Loureiro e Tomás Reis) fomos "Roquear" para a Rua de São Pedro Mártir, a seguir ao mítico restaurante Zé dos Cornos (ainda não nos calámos com esta!) Aqui tentei fazer uma aguarela à séria mas correu mal como tudo, lápis errado, papel não é o melhor e como tal, deixei-me ir em modo wild na perspectiva neste segundo desenho... A pintura foi em casa, e desta vez recorri à Poska (algo que eu tento nunca usar) e adorei os resultados. É mesmo difícil fazer perspectivas de espaços tão estreitos, algo que o mestre Roque Gameiro fazia na perfeição.

The usual suspects once again (me , Tomás and Pedro Loureiro) went to sketch to São Pedro Martir Street, next to Zé dos Cornos Restaurant (Joseph of the horns!) I went full watercolourist mode for this one but failed miserably, wrong paper, pencil and so I let go and did another one in wild mode, this time using White Poska to highlight the sunny parts and loved the final result. It's really hard to sketch in this narrow alleys, something that Roque Gameiro mastered in perfection. 

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro VII



O Chafariz do Largo do Carmo revelou-se um objecto bastante complicado de desenhar devido às suas proporções. O Tomás Reis que estava a desenhar comigo, que o diga ;) Relativamente ao desenho do Roque Gameiro, desta vez resolvi fugir à linguagem mais académica e explorar as sombras que o objecto proporciona.

Largo do Carmo fountain turned out to be much more complicated to sketch than it seems. Tomás Reis was sketching alongside me may tell you the same thing ;) This time I turned away from Roque Gameiro academic style to explore the richness of shadows in this object. 


Como não fiquei satisfeito com o resultado do desenho anterior, resolvi fazer uma nova abordagem, mais ao meu gosto, mais rápida e fluída, sem grandes preocupações do que quer que seja.

Since I didn't like the first result, I did another one, more loose and quick without worrying too much about the final result. 


27 setembro, 2016

O mercado visto de cima (TUTORIAL)


Depois de mostrar este desenho ao grupo de sketchers que me acompanhava neste evento do (A)riscar o Património, todos mostraram algum espanto pela complexidade desta perspectiva. Iniciou-se ali uma tertúlia para desmistificar a perspectiva e mostrar que não é tão difícil assim... Antes de continuar, lanço a provocação para os teóricos da perspectiva, os matemáticos e pessoas que só sabem mandar farpas: Eu encaro o desenho como arte e não como matemática. Eu desenho em cadernos para me descontrair e soltar o meu traço e não para me aborrecer de tédio... Eu sigo umas breves regras para que o desenho mostre alguma coerência mas não passa muito disso. E são essas breves noções que eu pretendo explicar aqui, especialmente para os sketchers com quem tive o prazer de ter a tal tertúlia no final do evento.

Começo por dizer que assim que olhei para esta vista, pensei em fazer uma perspectiva simples com um ponto de fuga onde está o F2 mas depois pensei... porque não complicar?

After showing this sketch to the fellow sketchers at the event "Heritage Sketching", they seemed amazed with the complexity of this scene and immediately we started a brief talk about perspective to show that it's not so difficult as it looks...  Before I continue I'll take the opportunity to provoke all perspective addicts, mathematicians and people that usually comment just to bash someone: I see drawing as an art form and not as a math. I sketch to relax, not to get bored... I just follow a brief set of rules so the sketch has some consistency but not much more than that. This example is to try to explain those simple rules. 

Once I looked at this scene, I quickly thought to do a simple scene with one Vanishing Point (F2) but then I asked myself... Why not complicate things just a bit?  



E foi então que comecei a distorcer as verticais criando o ponto F3, mantendo o as linhas paralelas ao meu sentido do olhar com o ponto de fuga em F2. Para dar mais dinamismo ao desenho, resolvi curvar as linhas perpendiculares ao meu olhar com pontos de fuga em F1 e F4. Claro que o desenho tem erros, até porque foi sendo pensado à medida que o ia fazendo e foi feito um pouco rápido porque estava a ser chamado para o almoço... Acho que foi por isso que passei a gostar deste desenho, por conter fluidez, energia e alguma ousadia, directamente proporcionais ao tempo de execução.

Espero que gostem e que vos seja útil. Sintam-se à vontade para comentar, criticar e para esclarecer dúvidas. Responderei a todos assim que puder...

So I started by distorting the vertical lines into F3, keeping parallel lines to my sight line converging to F2. To give more dinamism to this scene I curved all perpendicular lines with VP in F1 and F4. This sketch has errors, mostly because it was conceived as I kept going with it. That's why I love it so much... tt has energy, it's fluid and a certain degree of complexity matching the brief period I spent doing it... 

I hope you like it and hope it's useful. Feel free to comment and to ask questions, I'll ask as soon as I can... 

(Pardon my English...) 

01 agosto, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro VI



Desta vez, este desafio de desenhar a Rua do Capelão teve um trio de desenhadores, eu, o Pedro Loureiro e o Tomás Reis. Assim que chegámos ao local ficámos desiludidos com o desenho do Roque Gameiro porque omitiu a parte mais bela da rua, o seu Skyline.

For this challenge I was accompanied by Pedro Loureiro and Tomás Reis, and as soon as we get there we felt somewhat disappointed with Roque Gameiro's sketch, since he omitted the most interesting feature of this street, it's skyline.   


 O recorte dos telhados é simplesmente encantador e foi algo que não nos escapou. Os meus tempos de BD já acabaram e não costumo usar caixas de dialogo nos meus desenhos, mas se as tivesse incluído, ui... eram verdadeiras pérolas. Uma espécie de Páteo das Cantigas meio hardcore ;)

Roof tiles  in this one are most charming to say the least and we couldn't let them go away  in our sketches. I don't use dialog boxes in my sketches anymore but if I would, they would be most interesting, hardcore way... 

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro V






































Estamos na Rua do Comércio que há pouco mais de cem anos se chamava Rua Nova d'El Rei. Roque Gameiro fez uma ilustração da rua que estava no local desta (mais ou menos vá), antes do Terramoto, a Rua Nova dos Mercadores. Como no passado, ainda hoje é um dos pontos mais interessantes de se ver a Sé (que na sua ilustração ainda tinha pináculos em vez de ameias) mas é impossível ter muitas mais semelhanças ao que o mestre desenhou.

Lisbon, Commerce street wich a hundered years ago was called Rua Nova d'El Rei. Roque Gameiro made an illustration of the street that was on the same place before the 1755 earthquake. As it was in the past, this street is still one of the most interesting spots to view the Cathedral.  


 Falamos de ruas diferentes de tempos diferentes, que apesar de partilharem um nome semelhante, encontram uma cidade diferente, fruto dos tempos. Apesar de se chamar Rua do Comércio, esse nem abunda muito por aqui...

Different streets from different eras, even though they share a similar name, they found a  completely different city. Altough it's called Commerce Street, that's not much of it left... 

21 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro IV

O Rossio, desenhado por Roque Gameiro no inicio do séc. XX, era bem semelhante ao dos dias de hoje, onde se faziam as mesmas coisas embora a lingua mais falada nas ruas, ainda era o Português certamente...

Rossio square, drawn by Roque Gameiro in early 1900's was pretty much the same as it is today, although the most spoken language was still Portuguese... 
























E aqui, as minhas duas abordagens, uma feita com sol de inverno depois de uma chuvada e a última feita de propósito para este desafio sob um sol abrasador.

My two sketches with different approaches, one made during winter after a heavy rain and the last made specifically for this challenge under a brazing sun.  

18 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro III

  Felizmente, há lugares em Lisboa que prevalecem ao avançar dos tempos e este exemplo é perfeito. O Arco Escuro, a antiga porta do Mar na Cerca Moura continua igual a ele próprio. Aqui por cima, o desenho original de Roque Gameiro no inicio do séc. XX

Fortunately, there are still places in Lisbon that stand the test of time and this is one of them. The Dark Arch, an ancient gate in the Mourish Wall is still pretty much the same as we look to the original sketch by Roque Gameiro done in early 20th century. 


No meu desenho, feito debaixo de um calor infernal, as diferenças não passam de mais uns fios electricos e uns candeeiros e claro, ainda me falta algum talento para conseguir chegar aos calcanhares do desenho de cima ;)

In my sketch, made under a boiling heat, the differences are merely some cables and some street lamps, and of course, I still lack some talent to match the sketch above ;) 

14 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro II


No desenho original de Roque Gameiro é notória a evolução desta zona da cidade. Aqui, existia um arruamento bem definido, com a igreja num local de destaque, dominado o enquadramento.

In the original drawing made by Roque Gameiro, we can clearly see the evolution in this part of the town. Once, there was a well defined street with the church standing tall, dominating the landscape. 


Actualmente, o arruamento surge indefinido por uma praça também ela meio dúbia e atrás da igreja, meio perdida no espaço surge um "monstro" urbano que rouba todo o protagonismo, pelas piores razões... 

Today, the street is broken by a even worse square and behind the church, we get an urban "monster" getting all the spotlights by the worse reasons... 

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro I



















Foi lançado o desafio de desenhar o que Roque Gameiro desenhou no inicio do séc XX. Pegando nos registos de Lisboa do grande mestre aguarelista, vamos tentar recriar esses mesmos desenhos, do mesmo ponto de vista para podermos comparar como Lisboa evoluiu nestes últimos 100 anos. Começo pelo meu preferido e por um ponto de vista que irei repetir várias vezes durante este desafio, a vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Em cima a obra prima original e em baixo a minha humilde tentativa...
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We were challenged to follow in the footsteps of great watercolour master Roque Gameiro, to draw what he did in early 20th century in Lisbon. The goal is to compare the same viewpoints and see the evolution of our city in the last 100 years. I start by my favorite, which I'll repeat several times throughout the challenge, the view from S. Pedro Alcantara Viewpoint. Above, the original masterpiece and bellow my humble attempt...   

2º EIDR Torres Vedras - Full report

O 2º Encontro Internacional de Desenho de Rua de Torres Vedras (EIDR) volta a confirmar o sucesso da primeira edição. Integrado no Projecto Municipal, Arte @ Centro, o EIDR procura juntar os nossos irmãos brasileiros e nuestros hermanos Espanhóis para desenharem em conjunto de uma forma descontraída. Nós, os instrutores só o éramos verdadeiramente durante as 2h que durava a nossa oficina e como tal,  fizemos os workshops uns dos outros e eu tentei ser o melhor aluno possível,  ao (tentar) fazer os desafios tal como foram pedidos. 


Workshop: Suzana Nobre



Workshop: Jota Clewton


Workshop: Flávio Ricardo 

Registos soltos do segundo dia durante as tertúlias


Workshop: Bruno Vieira


Workshop: Bruno Vieira & Eduardo Wandeur


Workshop: Célia Burgos

 Desafio Final: Paulo Brilhante & André Baptista

Registos soltos do almoço e final do encontro .