01 agosto, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro VI



Desta vez, este desafio de desenhar a Rua do Capelão teve um trio de desenhadores, eu, o Pedro Loureiro e o Tomás Reis. Assim que chegámos ao local ficámos desiludidos com o desenho do Roque Gameiro porque omitiu a parte mais bela da rua, o seu Skyline.

For this challenge I was accompanied by Pedro Loureiro and Tomás Reis, and as soon as we get there we felt somewhat disappointed with Roque Gameiro's sketch, since he omitted the most interesting feature of this street, it's skyline.   


 O recorte dos telhados é simplesmente encantador e foi algo que não nos escapou. Os meus tempos de BD já acabaram e não costumo usar caixas de dialogo nos meus desenhos, mas se as tivesse incluído, ui... eram verdadeiras pérolas. Uma espécie de Páteo das Cantigas meio hardcore ;)

Roof tiles  in this one are most charming to say the least and we couldn't let them go away  in our sketches. I don't use dialog boxes in my sketches anymore but if I would, they would be most interesting, hardcore way... 

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro V






































Estamos na Rua do Comércio que há pouco mais de cem anos se chamava Rua Nova d'El Rei. Roque Gameiro fez uma ilustração da rua que estava no local desta (mais ou menos vá), antes do Terramoto, a Rua Nova dos Mercadores. Como no passado, ainda hoje é um dos pontos mais interessantes de se ver a Sé (que na sua ilustração ainda tinha pináculos em vez de ameias) mas é impossível ter muitas mais semelhanças ao que o mestre desenhou.

Lisbon, Commerce street wich a hundered years ago was called Rua Nova d'El Rei. Roque Gameiro made an illustration of the street that was on the same place before the 1755 earthquake. As it was in the past, this street is still one of the most interesting spots to view the Cathedral.  


 Falamos de ruas diferentes de tempos diferentes, que apesar de partilharem um nome semelhante, encontram uma cidade diferente, fruto dos tempos. Apesar de se chamar Rua do Comércio, esse nem abunda muito por aqui...

Different streets from different eras, even though they share a similar name, they found a  completely different city. Altough it's called Commerce Street, that's not much of it left... 

21 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro IV

O Rossio, desenhado por Roque Gameiro no inicio do séc. XX, era bem semelhante ao dos dias de hoje, onde se faziam as mesmas coisas embora a lingua mais falada nas ruas, ainda era o Português certamente...

Rossio square, drawn by Roque Gameiro in early 1900's was pretty much the same as it is today, although the most spoken language was still Portuguese... 
























E aqui, as minhas duas abordagens, uma feita com sol de inverno depois de uma chuvada e a última feita de propósito para este desafio sob um sol abrasador.

My two sketches with different approaches, one made during winter after a heavy rain and the last made specifically for this challenge under a brazing sun.  

18 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro III

  Felizmente, há lugares em Lisboa que prevalecem ao avançar dos tempos e este exemplo é perfeito. O Arco Escuro, a antiga porta do Mar na Cerca Moura continua igual a ele próprio. Aqui por cima, o desenho original de Roque Gameiro no inicio do séc. XX

Fortunately, there are still places in Lisbon that stand the test of time and this is one of them. The Dark Arch, an ancient gate in the Mourish Wall is still pretty much the same as we look to the original sketch by Roque Gameiro done in early 20th century. 


No meu desenho, feito debaixo de um calor infernal, as diferenças não passam de mais uns fios electricos e uns candeeiros e claro, ainda me falta algum talento para conseguir chegar aos calcanhares do desenho de cima ;)

In my sketch, made under a boiling heat, the differences are merely some cables and some street lamps, and of course, I still lack some talent to match the sketch above ;) 

14 julho, 2016

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro II


No desenho original de Roque Gameiro é notória a evolução desta zona da cidade. Aqui, existia um arruamento bem definido, com a igreja num local de destaque, dominado o enquadramento.

In the original drawing made by Roque Gameiro, we can clearly see the evolution in this part of the town. Once, there was a well defined street with the church standing tall, dominating the landscape. 


Actualmente, o arruamento surge indefinido por uma praça também ela meio dúbia e atrás da igreja, meio perdida no espaço surge um "monstro" urbano que rouba todo o protagonismo, pelas piores razões... 

Today, the street is broken by a even worse square and behind the church, we get an urban "monster" getting all the spotlights by the worse reasons... 

Lisboa Velha - Seguindo Roque Gameiro I



















Foi lançado o desafio de desenhar o que Roque Gameiro desenhou no inicio do séc XX. Pegando nos registos de Lisboa do grande mestre aguarelista, vamos tentar recriar esses mesmos desenhos, do mesmo ponto de vista para podermos comparar como Lisboa evoluiu nestes últimos 100 anos. Começo pelo meu preferido e por um ponto de vista que irei repetir várias vezes durante este desafio, a vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Em cima a obra prima original e em baixo a minha humilde tentativa...
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We were challenged to follow in the footsteps of great watercolour master Roque Gameiro, to draw what he did in early 20th century in Lisbon. The goal is to compare the same viewpoints and see the evolution of our city in the last 100 years. I start by my favorite, which I'll repeat several times throughout the challenge, the view from S. Pedro Alcantara Viewpoint. Above, the original masterpiece and bellow my humble attempt...   

2º EIDR Torres Vedras - Full report

O 2º Encontro Internacional de Desenho de Rua de Torres Vedras (EIDR) volta a confirmar o sucesso da primeira edição. Integrado no Projecto Municipal, Arte @ Centro, o EIDR procura juntar os nossos irmãos brasileiros e nuestros hermanos Espanhóis para desenharem em conjunto de uma forma descontraída. Nós, os instrutores só o éramos verdadeiramente durante as 2h que durava a nossa oficina e como tal,  fizemos os workshops uns dos outros e eu tentei ser o melhor aluno possível,  ao (tentar) fazer os desafios tal como foram pedidos. 


Workshop: Suzana Nobre



Workshop: Jota Clewton


Workshop: Flávio Ricardo 

Registos soltos do segundo dia durante as tertúlias


Workshop: Bruno Vieira


Workshop: Bruno Vieira & Eduardo Wandeur


Workshop: Célia Burgos

 Desafio Final: Paulo Brilhante & André Baptista

Registos soltos do almoço e final do encontro .

12 maio, 2016

2º EIDR - Workshop - Desenho Nocturno

Na noite de 7 de Maio, fui convidado a orientar um workshop de desenho nocturno no 2º Encontro Internacional de Desenho de Rua na minha cidade, Torres Vedras. O lugar escolhido para tal foi perfeito, o terraço da nossa sede a CCC, com uma vista fantástica para o castelo e Igreja de Santa Maria. O mau tempo que teve durante todo o dia não fariam adivinhar a noite espectacular que teve com um céu limpinho limpinho... 

Last night on May 7th, I was invited to conduct a night sketching session at de 2nd International Urban Sketching Meeting at my hometown Torres Vedras. The chosen spot was our HQ terrace with a fantastic view to the castle. After the storm during the day no one would guess that we'd have clear skies for this one... 

Foto: Bruno Vieira
Como tal, e uma vez que íamos trabalhar com muito pigmento e muita água, era necessário um caderno com uma folha de qualidade, superior a 200g/m², para podermos aplicar várias camadas de cor sem a saturar. Este exercício tinha como principais objectivos, trabalhar os contrastes e usar a ausência de cor como processo de pintura. Pintar sem recorrer ao branco ou ao preto. 

This exercise requires lots of water and color so the minimum requirements were a 200g/sm sketchbook to apply numerous layers of colour. The goal was to work the contrasts e the absence of colour as a coloring process. No black or white inks allowed. 


1 . Esticando o braço com o lápis ou caneta ao nível dos vossos olhos, determinar a linha do horizonte e fixa-la a 1/3 da base da folha (se estivéssemos numa posição mais elevada a linha estaria a 2/3) e desenhar a nossa cena depurando a linha sem grandes preocupações de detalhe, pois o que interessa aqui é trabalhar a luz. Telhas, manchas, texturas em geral, tudo resumido para o mínimo para não perdermos mais do que 10-15 minutos com o desenho. Humedecer um pouco a área do céu com um pincel com água apenas;

1. Reach your arm forward with your pen or pencil at the same level of your eyesight and determine the horizon and place it at 1/3 of your sheet (if you were standing in a higher ground that line would be at 2/3). Start your sketch and keep it simple with few details, the goal here is to get the lighting right. Take 10-15 minutes for the sketch and then, with a brush using only water, cover the area of the sky; 


2. Identificar os pontos mais escuros do desenho e os mais claros e usar uma cor para o céu que não seja mais escura que o elemento mais escuro detectado que será quase negro. Recorrendo ao Payne's Gray com um pouco de Azul Ultramarino e algum Violeta, iremos então pintar uma grande porção de céu para que o contraste entre o casario seja maior. Acabando o processo ficamos logo com uma ideia rápida do que pintar ou não pintar no casario abaixo.

2. Map the brightest and darkest spots on your scene and use a colour for the sky that should be a bit lighter than the darkest of your scene. Using Payne's grey mixed with Ultramarine deep and some violet should do it and then colour a big portion of sky to maximize the contrast to the built environment. 


3. Enquanto o nosso céu seca, podemos começar pela base do desenho que não entra em contacto com o céu. Nesta cena, podemos rapidamente identificar a rua que está iluminada em oposição ao interior do quarteirão que está às escuras. Começo então a pintar o elemento mais escuro do desenho, o telhado quase negro do lado direito, passando para as construções envolventes que estão às escuras e em seguida pinto com um leve amarelo toda a rua que está em luz, reservando os pontos de luz a branco, trataremos deles mais tarde. Quando o céu estiver seco, passamos então para as zonas do casario mais acima. Se necessário, reforçar o céu de azul na zona em contacto com os elementos em luz para aumentar o dramatismo. Uma das técnicas é forçar a sombra para realçar algo iluminado, mesmo que o objecto em sombra não seja tão escuro como estamos a representar.

3. While the sky is drying, you can start colouring the base. In this particular scene you can quickly identify the street full of light and the inner part of the block in the dark. We'll start on the darkest part of the scene, that almost black roof on the right and the buildings next to it, and then I move to the street, colouring it yellow and keeping all the visible light spots white, we'll take care of them later. When the sky is completely dry, move on to the surrounding areas above. If necessary, colour a bit more in the portion of sky near the church to enhance the drama in this scene. One good technique is to force shadowing for the brightest spots, pop out a bit more.  


4. Finalizar o desenho, contendo os espaços iluminados através de uma pequena degradação de cor, colorindo os espaços mais escuros fazendo uma degradação até aos espaços iluminados. Temos de olhar para o desenho e identificar rapidamente o que está em luz e em sombra, se conseguirmos isso, estamos no bom caminho. Reforçar alguns contrastes como a muralha para dar mais destaque à igreja. Aplicar algumas texturas como os materiais mais perto de nos (telhas, pedras, beirados, etc...) e já está! Este exercício, dependendo da humidade do ar, demora cerca de uma hora, sendo que 20 minutos são apenas para secagem. O tamanho deste desenho é A5, para não sentir necessidade de pormenorizar e perder tempo com algo não essencial neste tipo de desafio.  

4. End your sketch, defining the bright spots by colouring the darkest spots fading into white of the light source. If you overlook your sketch and quickly identify the light from the dark, then you're doing it right. Apply some dark colours in the wall surrounding the church to make it shine even more. Apply some textures on the objects more close to you, like stone, roof tiles, etc... and you're done! This exercice, depending on the weather, should take 60 minutes, 20 of those just for drying periods. The size is A5, so you won't feel the need to detail everything, wasting your time on non-essencial matter.  

01 maio, 2016

Casa Ferreira VS Ponto das Artes



Como o Ponto das Artes, por vezes não tem tudo o que queremos na hora, eu e o Pedro Loureiro resolvemos dar uma oportunidade à Casa Ferreira, na Rua Nova da Trindade e lá fomos... Ao chegar, um "Volto Já" escrito à mão, aparentava ser mesmo isso, um volto já. E assim, deu tempo para começar este esquisso. Passados 5 minutos sai uma senhora de dentro da loja, que imediatamente abordei e perguntei se afinal, a loja estava aberta ou fechada? Ela basicamente responde como quem se está nas tintas: "Eu volto já, não se preocupe..."  Quer dizer que se eu tivesse ali para gastar 1000€ em materiais num loja que normalmente não fecha para almoço, a senhora basicamente, pos-me a andar?! 

Once and a while, Ponto das Artes (art supplies store) doesn't have what I need and so, me and fellow sketcher Pedro Loureiro tried our luck at Casa Ferreira in Rua Nova da Trindade in Lisbon. Once we got there, we saw a "be right back" sign on the door, and so we waited while sketching. 5 minutes later, a lady comes out of the shop and I asked her right away: "Excuse me? Please is this open? or still closed? Which she replied: "Oh don't worry, I'll be right back..."  Well, imagine that I was there to spend over a 1000€ on supplies in that store that usually don't close during lunchtime... She basically kicked me out?! 


...e claro, eu não me preocupei... "Pedro! Vamos ao Ponto das Artes? 'bora..."  E fomos então à loja de arte que dá 10 a zero a todas as outras a começar no atendimento fantástico... Casa Ferreira, adeus, nunca mais la volto. 

...well, no worries then... "Pedro! let's go to Ponto das Artes ok?" I shouted... And we did, we went to the store that destroys all competition starting with the fantastic customer service... Casa Ferreira, bye bye, I'll never set foot on it, ever again.

27 abril, 2016

Sé Catedral


Ao fim de alguns anos, voltei a subir a encosta em direcção à Graça para matar saudades de um percurso que eu fazia quase todos os dias. Sentei-me num banco para fazer uma pausa e aproveitar para fazer este desenho (finalmente ia desenhar sentado!). Aliás, a última vez tinha sido há uns bons anos, à noite e de guitarra na mão, onde rapidamente fui abordado por um caroxo que só me largou porque me levantei... Desta vez, de bloco e caneta, pensei logo nisso e estava a ver quando é que um personagem semelhante iria surgir vindo do nada. Desenhei rapidamente, assistindo ao enorme engarrafamento geral provocado pelas dezenas de Tuk Tuk's que poluem a paisagem, acustica e visualmente. A presença dessas coisas irritantes era de tal forma marcante que eu optei por não desenhar e preservar a memória que eu tinha deste sítio. Ao menos, o engarrafamento deu para que eu ficasse com três eléctricos à minha frente... Isso eu agradeço! Quanto à Sé, considero-a uma das mais difíceis Igrejas para se desenhar, apesar da sua aparente simplicidade. É que a sua imagem de marca é a sua proporção, e basta uma linha mais curta para estragar um desenho... 

After many years, I decided to walk up the hill to my parents house in Graça, remembering a route I used to take almost every day. I sat on a bench on my way up to take a break and make this sketch (yes I was sketching seated). In fact, the last time I sat here many years ago, was night time, I was playing my guitar and quickly disturbed by a junkie that wouldn't leave unless I leave... This time, with a pen and a sketchbook, I was wondering if the episode would repeat with a similar character poping up from nowhere. I was sketching while looking at a huge traffic jam made by dozens of Tuk Tuk's that pollutes the scenario, visually and acoustically. These things were so annoying that I choose not to include them in my sketch. At least I got 3 trams in front of me moving at a slow pace, thanks to that. As for the Sé Cathedral, I consider it one of the most difficult churches to sketch, even if it looks quite simple... It's proportions are it's trademark and a shorter line it's all it takes to ruin a sketch... 

25 abril, 2016

Sitios de Lisboa


Rua do Teixeira. Bairro Alto


Rua Nova da Trindade, junto ao largo da Misericórdia


Rua das Portas de Santo Antão, junto à Associação do Comércio.

Grelhados no Casal do Facho


Os jantares no Casal do Facho, no Varatojo em Torres Vedras começam aqui, na grelha. Desta vez, o assador de serviço foi o meu Tio que começa sempre essa tarefa com "um meio copinho", mas atenção... Existem regras! Se o grelhado for ao almoço o meio copinho é de vinho branco, mas ao jantar, é com vinho tinto. Eu e o meu primo, seres ignorantes fomos os culpados da morte de um copo de vinho branco que foi pelo lava-louça abaixo...

Most dinners at my family house in Varatojo, near Torres Vedras, starts here in the Barbecue, this time operated by my uncle José, who always starts this task by drinking  just a tinny glass of wine. But there are strict rules regarding this, because at lunch time the wine must be white and by dinner time it must be red. Me and my cousin (his son), ignorant beings, ended up  responsible  for the "death" of a white whine glass that went down the drain...    



Depois de jantar, deu para desenhar de tudo um pouco com aquela linha solta e descontraida de quem já tinha bebido uns bons copos de vinho bem acompanhados do que foi feito no desenho de cima. Os irmãos falavam com alegria das peripécias da sua mãe que já não se encontra entre nós... O especial destaque  vai para os rissóis de camarão que são os melhores que eu já comi e agora nunca mais vou ter esse prazer, nem da companhia de quem os fazia; os mais novos jogavam um recente jogo didáctico e acabámos todos a falar no primeiro carro do meu pai, um Austin Cambridge A55 de 1957 que foi desenhado por foto, infelizmente, também esse já não se encontra entre nós para um devido desenho  feito ao vivo.

After finishing my meal, I had time to sketch some bits and pieces of what was going on at the table, with a loose and relaxed line due to the amount of wine I had during dinner. The two brothers were telling tales about their mother (my grandmother) who's no longer among us... Highlights to the shrimp rissoles that she used to make, the best I've ever had; Kids were happy playing a board game; And we ended up remembering my dad's first car, a 1957 Austin Cambridge A55 whic I sketch using an image. Unfortunately, that car is no longer among us as well for a proper live drawing... 


22 abril, 2016

Adicionando pessoas


Quem nunca se queixou de uma pessoa ter-se levantado ou colocar-se à frente do que estamos a desenhar? Quem nunca ficou furioso com uma mudança radical de cena? Ora, eu conheço alguém que nunca se chateia com isso... eu! Porque encaro estas mudanças bruscas com naturalidade, sei perfeitamente que uma cidade exige movimento, dinâmica, frenesim. Como urbanista de formação, aprendi a amar esta dinâmica urbana de uma forma muito própria. A cidade não é uma árvore e de certeza que não é um museu... Aqui, durante um almoço com a malta do trabalho, estávamos 5 na mesa (eu incluído)  e à medida que iam chegando pessoas, eu achava piada e ia acrescentando. Temos de recorrer a várias técnicas sendo que a principal é encarar o desenho como uma experiência e não como um desenho hiper realista do renascimento; Depois temos de recorrer à sobreposição de desenhos; e por fim, não dar importância à posição REAL das pessoas, porque ninguém vai saber se a Joana estava ao lado do Zeca ou do Fábio, ela estava e pronto... 

Who never complaint about someone leaving or standing in front of what you're sketching? Or went completely mad about a dramatic change in the scene? Well, I know someone who never complaints about that... me! I take on these  harsh changes as a natural  process of a city which is changing all time. As an urban designer I grew up to love these urban dynamics in very personal way. A city is not a tree, and certainly not a museum... In this scene, during lunch with my colleagues, we were 5 (myself included) at the table at the beginning of this sketch, and the more people arrive, I had to sketch them as well.  We need to use several techniques to solve this being the main one, never to take a sketch as a realistic renaissance painting; Then we need to use overlapping lines; and finally, not take people's REAL position into account, because no one will know if Joana was nexto to Zeca or Fábio... She was there, period... 

Jantares e almoços com os mesmos intervenientes


Adoro desenhar almoços e jantares mas apenas depois de comer porque essa hora é sagrada. Mas quando algumas pessoas chegam mais tarde e fazem todos os outros ficar mais tempo na mesa, é a altura perfeita para desenhar. Consigo desenhar todos, sem aquela pressa, não vão eles pagar e sair... O almoço foi em Alcochete, no calmíssimo Páteo Alcochetano, onde se comem uns belos bifes e um naco na pedra fantástico por um preço bastante acessível.

I love to sketch during lunch and dinners but only after my meal, which is kind of sacred to me. But when some of the guests arrive a bit late, others tend to stay longer at the table  and that's the perfect time to sketch. I can sketch with no rush because no one is going to pay and leave the restaurant... This lunch was at Páteo Alcochetano in Alcochete, Portugal, a nice and quiet place where we can eat a really good  and affordable steak. 



Semanas depois, um jantar inesperado na casa da aniversariante do desenho anterior. Adoro jantares combinados em cima do joelho, são sempre os melhores, onde corre tudo bem, excepto claro a abertura da terceira garrafa de vinho... O gargalo partiu-se e toca a filtrar o vinho para uma taça com recurso a um pano... Bebeu-se na mesma e estava óptimo.

A few weeks later, we gathered at my friends house for a quick arranged dinner. I just love these unexpected meetings where everything goes well, except for that third wine bottle, that cracked while we were opening it. Well, a large bowl and a dishcloth  to filter the wine was all we need. We drank the wine nonetheless and it was perfect.