18 janeiro, 2016

Oeste Sketchers II - MAFRA



Começou assim um glorioso encontro dos Oeste Sketchers, em Mafra. 9:00, 8º C e 66 pessoas a ouvir a palestra sobre os mistérios de Mafra e seu palácio; as regras e os números escondidos que as ditam; o número 17, um número simbólico que é mais que místico, é uma "espécie de Bio-Ritmo Nacional" como disse o Prof. Gandra. É o 7º (sete - numero perfeito) número primo; No 17º dia do 7º mês após dilúvio, a arca de Noé repousa no monte Ararat... É um número meio proibido e como tal está sempre a ser mascarado por outros (153 peixes na pesca milagrosa por exemplo no evangelho de S. Lucas 5:1-11) e como tal, também nós subtilmente o introduzimos no nosso convite para este encontro no dia 16/01... No mínimo curioso





Já no final da palestra e com promessa de mais um pouco na parte da tarde, foi tempo de rumar ao palácio e fugir ao frio e descobrir por nós próprios o que desenhar e como desenhar neste gigantesco monumento. Ficam aqui os desenhos do átrio e de um dos sítios onde o rei e a rainha se encontravam com vista privilegiada para a Basílica (casa de rei) digna de um rei-sol como D.João V. Fica ainda a curiosidade para a vista deslumbrante que temos para o mar que só neste encontro me apercebi...



A hora de almoço aproximou-se e eu fui andando e desenhando este rápido já aqui em cima para depois me sentar na praça em frente com o André Baptista e Bruno Vieira e fazer o desenho que há muito ansiava... Uma vista frontal da totalidade do palácio.



De seguida foi a minha vez de introduzir os meus números no desenho: no dia XXXI do mês X do ano MMX casei-me neste mesmo altar que só V anos depois voltei a pisar... e desenhar. 


Na hora do lanche, mais uns desenhos rápidos, com destaque para as aves de rapina expostas no jardim. O falcão branco virava a cabeça em 180º (!) sempre que um pombo pousava para beber água... Impressionante! 


E por fim, o ex-libris, o motivo pelo qual se visita este palácio: A sua Biblioteca. A mais bonita do mundo que nenhum desenho ou foto lhe fazem justiça. É preciso ir lá para confirmar tudo isto e se forem com o Prof. Gandra, melhor ainda. Ficam a saber como se orientam os livros numa biblioteca: A Norte (direcção do desenho), os livros divinos e como tal, a Sul tudo o que é relacionado com o Homem. A nascente, as ciências e a Poente, a História. Após aquela porta no topo superior esquerdo do esquisso, no sentido Sul, o Inferno da Biblioteca. A secção onde estão todos os livros proibidos pelo Index e daí surge a referencia ao romance, O nome da Rosa por ser exactamente a mesma temática. 

Foi portanto um dia em cheio, um encontro como nunca tive, cheio de conhecimento e partilhas! Fica aqui um grande bem-haja ao Prof. Manuel Gandra pela disponiblidade, aos meus "colegas" organizadores André Baptista e Ana Frazão e a todos os (muitos!) que apareceram. No mínimo, memorável... 










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